'Troquei uma agulha pela outra'
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Magaléa Mazziotti<br>Reportagem Local 
Piraquara - A enfermeira I.B., de 33 anos, condenada há 17 anos e 10 meses por homicídio, está presa há quatro anos. "Fui transferida de Florianópolis (SC), onde fui presa, para Piraquara porque corria risco de ser morta por vingança, porque meu marido era policial militar", conta. Ela assassinou o marido com uma faca, quando descobriu que ele batia no filho deles. "Foi minha mãe quem me contou, pois nunca percebi, até por ele ser um excelente marido. O fato é que ele agredia meu filho", recorda, sem esboçar remorso pelo assassinato.
Na PFP, onde está há três anos e meio, aprendeu um novo ofício no canteiro de costura, onde são produzidos os uniformes dos agentes penitenciários. "Troquei uma agulha pela outra", diz. "Quando conseguir a liberdade vou ter mais chance de obter trabalho como costureira do que como enfermeira", prevê.
Os pais dela criam o filho, hoje com 12 anos, na região dos Campos Gerais. "Eles vêm me visitar sempre que conseguem. Meu plano é sair daqui, cuidar dos meus pais na velhice e terminar de criar meu filho. Será uma vida nova", anuncia.(M.M.)


