Tropas do Exército sitiaram desde o final da tarde de ontem o batalhão ocupado por policiais militares grevistas em Palmas, capital de Tocantins, onde está o principal foco de resistência dos policiais, em greve há nove dias.
Cerca de mil soldados estão na cidade há dois dias a pedido do governador Siqueira Canoios (PFL) e autorizados pelo ministro da Defesa, Geraldo Quintão.
Os generais do Exército que assumiram o comando da Polícia Militar do Estado entendem que controlar o 1º BPM significa enfraquecer o movimento. Obstáculos com pregos, arames farpados e veículos militares fecharam as três principais vias de acesso ao batalhão, que fica em um ponto afastado da cidade, cercado de mata. Até o início da noite de ontem, o governo não havia negociado com os grevistas.
Cerca de 800 PMs armados com fuzis, metralhadoras e revólveres estão morando no quartel com cerca de 150 mulheres e mais de 120 crianças. Com o avanço dos soldados pela avenida que dá acesso ao batalhão, o clima ficou ainda mais tenso. Houve correria e gritos. Os soldados estão a cem metros do quartel, com escudos e metralhadoras apontados em direção ao batalhão.
Desde que o Exército chegou a Palmas, soldados ocupam o aeroporto da cidade a 200 metros do batalhão e avançam gradativamente em relação ao local. A casa do governador e o Palácio do Governo estão com vigilância permanente da Polícia do Exército.
O Exército não descarta enviar mais tropas para Palmas. O clima pode ficar ainda mais tenso, já que existem 13 ordens de prisão contra os líderes do movimento que estão em Palmas.
Em outubro de 2000, durante greve de PMs em Pernambuco, o Exército foi chamado para garatir segurança.

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