Tropas russas cercam o último baluarte rebelde na Chechênia
CHIRI-YURT, Rússia, 27 (AE-AP) As forças russas afirmam ter cercado hoje (27) o último reduto rebelde importante nas montanhas ao sul da Chechênia, mas não conseguiram transpor suas defesas, uma vez que os guerilheiros islâmicos impõem uma firme resistência ao cerco, informou uma fonte militar russa.
Cerca de 2.700 rebeldes estão concentrados nas proximidades da aldeia de Shatoi, nas montanhas do sul, o último setor da Chechênia em que os guerrileros mantêm uma forte presença.
As forças russas prevêem eleiminar a resistência rebelde antes da primavera (setentrional), quando os guerrilherios poderiam então mover-se mais rápida e facilmente que na neve.
"Não será um caminho fácil para as tropas federais. Há intensas batalhas à frente" disse um comandante russo, o tenente-general Vladimir Bulgakov, segundo a agência Itar-Tass.
Os aviões e helicópters russos atacaram intensamente os rebeldes durante várias semanas, mas à medida que as tropas russas se acercam a aviação se verá limitada. "Em breve não poderemos utilizar a aviação para não causar baixas em nossas unidades", disse o tennente-general Guenady Troshev, segundo a Itar-Tass.
Em Satoi, "as fortificações defensivas ainda são melhores que as de Grozny", disse o capitão Andrei Frolov, sobre a capital da Chechênia.
"Os rebeldes estão tentanto quebrar o cerco e alguns conseguem", revelou Frolov. "De dia se escondem e à noite aparecem em grupos de 15 a 20 com fusis de franco-atriadores e lança-granadas", acrescentou.
Muitos governos e grupos de direitos humanso têm instado a Rússia a investigar as denúncias de atrocidades na Chechênia, incluindo a execução sumária de civis e a tortura de prisioneiros.
Alvaro Gil-Robles, o comissário de Direitos Humanos do Conselho da Europa, visitou hoje acampamentos de refugiados chechenos na Ingushétia, república russa vizinha à Chechênia e pretende amanhã visistar Grozny.





