Moscou, 18 (AE-ANSA) - As forças federais russas chegaram hoje (18) ao povoado de Piervomaiskoe, o último centro habitado antes de Grozny, a capital da república separatista da Chechênia.
Segundo o vice-chefe do Estado-Maior russo, Valeri Manilov, a chegada a Piervomaiskoe, que estava sob o controle dos guerrilheiros, tem um valor simbólico para a opinião pública russa, mas não implica na ocorrência de um ataque direto contra a capital chechena.
Manilov enfatizou, em entrevista à emissora de rádio Eco de Moscou, que as tropas federais não planejam, por enquanto, um ataque a Grozny, mas pretendem neutralizar os "terroristas", como são chamados os guerrilheiros independentistas na Rússia.
Também hoje prosseguiram as incursões e os disparos de artilharia contra bastiões da guerrilha no sul e no leste da Chechênia, na fronteira com o Daguestão. De acordo com a televisão russa NTV, os guerrilheiros continuam suas atividades entre os chechenos que vivem no Daguestão, recrutando e preparando novas bases de ataque.
Em sua entrevista, Manilov falou de um ou dois meses para poder consolidar definitivamente o chamado "cordão de segurança" ao redor das posições do rebeldes islâmicos.
Hoje, o presidente russo, Boris Yeltsin, e o primeiro-ministro Vladimir Putin se reuniram para conversar sobre os últimos acontecimentos militares no Cáucaso. Não foram dadas declarações ao término do encontro.
Referindo-se aos planos de Moscou, Putin havia afirmado: "Não seguiremos a tática dos ataques em grande escala, com os tanques nos assaltos às cidades".
O premier havia acrescentado que "prosseguirão os bombardeios" aéreos e de artilharia, mas deixou claro que as tropas russas "evitarão provocar vítimas não necessárias".
Como resultado da pressão militar de Moscou, o presidente checheno, Aslan Maskhadov, voltou a instituir o cargo de vice-presidente, que fora abolido há dois anos. O cargo voltou às mãos de Vakna Arsanov, um dos líderes da guerrilha que recentemente esteve no exterior para uma operação.

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