Tropa de Segurança já está no Rio
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terça-feira, 16 de janeiro de 2007
Bruno Lousada<br> Agência Estado 
Rio de Janeiro - Os primeiros 500 homens da Força Nacional de Segurança (FNS) já estão no Rio de Janeiro com o reforço de 52 carros para fiscalizar 19 pontos nas divisas com os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), agora devem anunciar a instalação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) visando a redução da violência no Estado e os preparativos na área de segurança para os Jogos Pan-Americanos, programados para julho.
Integrantes dos ministérios públicos dos quatro Estados do Sudeste também farão parte do grupo, além de policiais dos respectivos Estados. O Gabinete se reunirá a cada dois meses para analisar os resultados das ações e traçar novos planos. O GGI contará com a participação de agentes federais, incluindo as polícias Federal e Rodoviária, além de agentes da Receita Federal.
A Força Nacional terá como objetivo impedir a entrada de armas no Rio, além de combater roubo de carga nas fronteiras dos demais Estados do Sudeste. Na semana passada, durante encontro no Palácio Laranjeiras, os governadores de São Paulo, José Serra, de Minas Gerais, Aécio Neves, do Espírito Santo, Paulo Hartung, estiveram reunidos com o governador fluminense para detalhar a ação conjunta do GGI.
O secretário estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, informou que a atuação das tropas da Força Nacional de Segurança será definida esta semana.
Ele afirmou ainda que a acomodação dos 400 soldados ''dependerá da logística, mas possivelmente ficarão no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CEFAP)'', em Guadalupe, na zona norte da cidade. A Secretaria de Segurança Pública do Ministério da Justiça vai enviar, até julho, mais seis mil homens para o Rio, reforçando o esquema durante os Jogos pan-americanos.
O governador do Rio pediu auxílio da Força Nacional assim que assumiu o governo, no início de janeiro. Quatro dias antes de sua posse, traficantes de drogas realizaram uma série de ataques na cidade, que culminaram na morte de 18 pessoas - sete delas carbonizadas depois que criminosos incendiaram um ônibus interestadual sem dar tempo para a fuga dos passageiros.


