Tropa de choque acaba com motim no Carandiru
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quarta-feira, 04 de junho de 1997
Agência Estado 
SÃO PAULO - Sem disparar um único tiro ou bomba de gás lacrimogênio, a Tropa de Choque da Polícia Militar liquidou ontem, em pouco mais de dez minutos, um motim na Casa de Detenção de São Paulo, no Carandiru, e libertou sete funcionários mantidos com reféns. Chegavam ao fim 27 horas de rebelião. Não houve mortos na operação. Apenas um sargento do Corpo de Bombeiros ficou ferido com explosão acidental da mangueira de uma bomba hidráulica.
Os 15 presos dos Pavilhões 8 e 9 que mantinham os funcionários como reféns, trancados na sala da despensa do Pavilhão 6, desde 9h30 de anteontem se renderam. Eram 12h40 de ontem. A rendição aconteceu quando eles perceberam que a PM iniciava a operação para a derrubada da porta de aço da sala da despensa, usando maçaricos e macacos hidráulicos.
Os próprios presos retiraram as barricadas que tinham montado e abriram a porta para entrada da tropa de choque. Nus, para evitar qualquer confronto com os PMs, eles depuseram suas armas: 23 estiletes, espadas de ferro e facas de cozinhas.
Até a chegada da PM, os detentos tinham se mostrado intransigentes em suas negociações. Eles exigiam transferência para a penitenciária de Bauru, mas queriam três reféns para acompanhá-los na viagem como garantia de vida. A proposta foi recusada pelo juiz e o secretário que convocaram a Tropa de choque.


