Troca de legenda é destaque nas conversas de vereadores na Câmara de SP
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segunda-feira, 02 de agosto de 1999
Por Marcus Lopes 
São Paulo, 03 (AE) - Em uma sessão morna, os vereadores voltaram para o segundo semestre tentando iniciar uma nova fase para o legislativo municipal, com discursos frisando a necessidade de continuidade nos trabalhos legislativos. A atenção, porém, estava voltada para os vários grupos de parlamentares que conversavam em plenário. Um dos principais assuntos era a possível troca de legenda de vários vereadores. Em uma hora e meia de sessão, nenhum projeto foi votado.
Um dos partidos que mais deve perder é o PPB, principal legenda de sustentação do prefeito Celso Pitta (sem partido), na Câmara. O próprio líder do partido na Câmara, Paulo Frange, não descarta a hipótese de deixar o partido. "Se o partido não tiver propostas concretas para bancada municipal, pode haver mais baixas", admitiu Frange. Entre as propostas citadas pelo vereador está um nome forte para concorrer à prefeitura nas eleições do próximo ano.
"Também é necessário propostas para as áreas da saúde, habitação e educação", completou Frange. Esta semana, deve haver uma reunião entre a Executiva estadual do partido e a bancada, para evitar a debandada. Também deve ser realizada uma reunião entre os pepebistas e o secretário do Governo Municipal, Carlos Augusto Meinberg.
Denúncias - As recentes denúncias envolvendo vereadores que não foram citados na extinta Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais, como Archibaldo Zancra (PPB) e o secretário das Administrações Regionais, Domingos Dissei, não foram comentadas nos discursos em plenário. O presidente da extinta CPI, José Eduardo Martins Cardozo (PT), criticou as recentes mudanças no Regimento Interno da Câmara, que diminui as discussões sobre a aprovação de projetos de lei.
As novas regras já devem ser colocadas em prática nas próximas votações. No meio da sessão, vereadores procuravam se informar sobre as denúncias envolvendo os vereadores Salim Curiati Júnior (PPB) e Maria Helena (PL), em que o pepebista estaria sofrendo ameaças por pessoas ligadas à vereadora. As informações, porém, eram desencontradas.


