Troca de experiências e melhora da auto-estima
''Com o Tai Chi Chuan, melhorou muito minha auto-estima e a ansiedade. É excelente'', afirma Jucieli Rodrigues Pedroso, de 24 anos. Ela conta que o período tem sido de adaptação à nova vida.
Há pouco mais de um ano, em abril de 2007, Jucieli foi atingida por uma bala perdida na região do pescoço e perdeu toda movimentação do corpo. Mas, foi recuperando os movimentos gradativamente, e hoje já consegue se locomover com o uso de muletas. ''O acidente mudou muito minha vida, não conseguia passar um batom'', diz. Hoje, com auto-estima e vaidade em alta, as mudanças são visíveis: ela produziu cabelo e maquiagem para as fotos dessa reportagem. ''A gente precisa se cuidar''.
O policial militar Jorge Kobayashi, de 40 anos, é outro participante das aulas de Tai Chi Chuan. Afastado das atividades desde março de 2006, também vítima de uma bala que atendeu a região medular, ele perdeu movimentos e sensibilidade das pernas. ''Para mim foi um trauma, mas tudo o que foi proposto para minha reabilitação eu fiz - fisioterapia, basquete, tênis de mesa e de quadra, natação e musculação, mas nunca tinha feito nenhuma arte marcial'', conta.
Com o Tai Chi, ele percebeu melhora na concentração, na respiração e no equilíbrio. ''Você aprende que tem um limite do corpo a ser respeitado, mas também ganha mais confiança para se movimentar, apanhar algo à distância, por exemplo'', afirma. ''Mas, acho que o mais importante aqui (nas aulas) é a interatividade, o trocar experiências com pessoas com o mesmo problema'', completa. (C.P.)





