Paris - As mulheres com diagnóstico precoce de câncer de mama que trocam de tratamento depois de dois anos usando a mesma droga, o tamoxifeno, podem aumentar consideravelmente suas chances de evitar a recorrência da doença, destaca estudo publicado pela revista The Lancet. Por mais de 20 anos, o tamoxifeno tem sido a droga padrão dada a mulheres na pós-menopausa depois de submetidas à cirurgia para remover tumores cancerosos mamários no estágio inicial.
Médicos austríacos e alemães acompanharam dados de dois grandes testes nos quais as pacientes receberam, de forma aleatória, apenas tamoxifeno como droga pós-cirúrgica ou passaram a receber anastrozole, um inibidor de aromatase, depois de dois anos usando tamoxifeno.
Em um acompanhamento feito cinco anos após a cirurgia, as mulheres que fizeram a troca para o anastrozole revelaram-se 40% menos suscetíveis a sofrer uma recorrência do câncer de mama. Das 1.606 mulheres do grupo que ingeriu apenas tamoxifeno, houve 110 casos de recorrência no período de cinco anos. Entre as que fizeram a troca para o anastrozole após dois anos houve 67 casos de recorrência.
O câncer de mama é o tipo mais comum de câncer feminino e sua inciência aumenta proporcionalmente à idade. A cada ano, mais de um milhão de mulheres têm o diagnóstico da doença que é a causa de pelo menos 400 mil mortes ao ano.

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