Jerusalém, 04 (AE-AP) - Líderes palestinos e israelenses trocaram fortes acusações hoje (04) sobre a implementação de um acordo que prevê a troca de terra por segurança e sobre um ataque com tiros de artilharia contra colonos israelenses ocorrido na Cisjordânia.
O ministro palestino da Informação, Yasser Abed Rabbo, acusou Israel de ser responsável pelo ataque de ontem à noite, quando dois colonos judeus foram feridos por supostos extremistas palestinos suspeitados perto da cidade de Hebron, na Cisjordânia.
Abed Rabbo disse que Israel promoveu o ataque para protelar ainda mais a retirada de suas tropas da Cisjordânia, prevista no acordo de paz de Wye River, que foi assinado em outubro do ano passado pelo ex-primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
Os israelenses, por outro lado, se defendem dizendo que os pistoleiros escaparam para um território controlado pelos palestinos depois do ataque.
Visivelmente irado, o ministro do Exterior israelense, David Levy, criticou as observações do ministro palestino e declarou: "A obrigação básica deles é lutar contra o terrorismo e preveni-lo. Sem isso, não há base para nenhuma conversação".
Quando o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, um moderado
assumiu o cargo em 6 de julho, depois de derrotar Netanyahu, havia a expectativa de um rápido progresso nas negociações de paz.
Mas a realidade hoje é outra. "O governo israelense está tentando reviver o estilo de Netanyahu", afirmou Rabbo à ASSOCIATED PRESS.
Levy contra-argumentou que o líder palestino, Yasser Arafat, está usando expressões inaceitáveis em seus discursos públicos, como Jihad (guerra santa), e imagens de palestinos marchando sobre Jerusalém em uma conquista militar. Os Palestinos "devem se empenhar para acabar com a incitação e não fomentá-la", disse Levy.

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