Tripulação reclama de sobrecarga
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segunda-feira, 02 de abril de 2007
Folhapress 
São Paulo- Comissários de bordo e pilotos dizem também ser vítimas da crise aérea e reclamam de falta de apoio psicológico das empresas em caso de agressões de passageiros enfurecidos.
Os relatos são feitos ao Sindicato Nacional dos Aeronautas. Muitos preferem não fazer declarações públicas por medo de demissão. Entre os casos relatados está o de tripulantes que, por medo de reações violentas de passageiros, tiram o uniforme no banheiro do aeroporto para não serem reconhecidos.
''Temos de seguir preparados para ter dose extra de paciência e psicologia para lidar com todo o estresse'', conta Leonardo Souza, comissário de bordo da Varig, que integra o sindicato.
Sem apoio psicológico nem orientação específica, comissários e pilotos que chegam a um limite de desgaste emocional têm conseguido folgas extras. ''Por mais que haja treinamento para enfrentar situações de revés, ter de aplicar isso o tempo todo, no limite máximo, causa uma sobrecarga de estresse muito grande'', diz Gerson Dias, comissário da Varig.
Os aeronautas seguem normas que regulam a profissão, como o máximo de 12 horas de trabalho em vôos domésticos.


