Tripp sofre derrota na Justiça por gravações ilegais
Ellicott City, EUA, 14 (AE-AP) - Uma juíza norte-americana decidiu que Linda Tripp, a funcionária pública considerada responsável pelo julgamento do impeachment do presidente Bill Clinton, não desfrutava de imunidade federal quando entregou ao promotor Kenneth Starr as gravações de suas conversas com Monica Lewinsky.
O veredicto foi anunciado hoje (14) pela juíza Diane O. Leasure, do condado de Howard, e representa uma vitória para os promotores públicos do Estado norte-americano de Maryland, que querem julgar Tripp por gravação ilegal de conversas telefônicas.
Segundo Leasure, a imunidade de Tripp só pode ser considerada a partir de 19 de fevereiro de 1998, quando um juiz federal concedeu-lhe este benefício.
Entretanto, os advogados de Tripp, a quem Lewinsky confiou toda a história do romance com o presidente Clinton, alegavam que a funcionária pública dispunha de imunidade desde o dia em que entregou as fitas à equipe de Starr, em 16 de janeiro de 1998.
A juíza classificou a ordem de imunidade determinada em fevereiro como uma "tecnicidade", mas uma tecnicidade importante, "infelizmente para a senhora Tripp".
Com a decisão de Leasure, está aberto o caminho para que o Estado de Maryland use as fitas contra Tripp. As leis estaduais proíbem a gravação de conversas telefônicas sem o consentimento da outra parte envolvida.





