Triplo homicídio está longe de ser desvendado
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quinta-feira, 02 de fevereiro de 2012
Danilo Marconi <br> Reportagem Local 
Pitangueiras - A Polícia Civil encontra dificuldades para desvendar o triplo homicídio ocorrido no início de janeiro no município de Pitangueiras (Norte). José Aparecido Boni, 58 anos, e Cristiane Boni, 39, foram espancados até a morte dentro da propriedade rural da família e os corpos abandonados em um canavial. Junto também foi encontrado o corpo do caseiro Jaime Pereira da Cruz, 67.
O triplo homicídio chocou a cidade. José Aparecido era um conhecido agricultor local e estava desaparecido desde o dia 2 de janeiro, assim como sua filha que passava férias com a família - ela morava no Japão.
A Polícia Civil descobriu que a Cristiane Boni participou de uma festa popular no centro da cidade dias antes do réveillon e que ela usava várias joias, o que pode ter chamado a atenção.
Os brincos, colares e pulseiras não foram encontrados na casa sede do sítio Santa Rosa. As malas dela e aparelhos eletrônicos também foram levados do local.
Mais de dez pessoas foram ouvidas no inquérito e a polícia chegou ao nome de um suspeito, que seria parente de José Aparecido Boni. ''Essa denúncia não vingou'', declarou o delegado Valdir Fernandes.
O familiar prestou depoimento em meados de janeiro com álibi de que estava viajando em férias. Desde então, a investigação pouco avançou. Os laudos dos institutos de identificação pouco colaboraram, assim como a perícia feita na camionete D-20 da vítima abandonada na PR-444. O veículo ficou muitos dias ao relento e provas foram perdidas. ''Está difícil. Não tem informação alguma e ninguém fala nada (a respeito)'', lamentou Fernandes. O inquérito sobre o caso, cujo prazo vence na próxima semana, deve ser prorrogado por mais trinta dias.


