Triplo assassinato assusta população de Jaboticabal; polícia ainda não tem pista de assassino
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segunda-feira, 12 de abril de 1999
Por Brás Henrique, especial para a AE 
Jaboticabal, SP, 13 (AE) - O assassinato de duas crianças e um adolescente em Jaboticabal, cidade de 80 mil habitantes, na região de Ribeirão Preto, no final de semana, está inquietando a população local. Os moradores temem que o triplo homicídio signifique o aumento da violência no município. Preocupados, os vereadores criaram uma Comissão Especial para mapear a violência na cidade. O resultado do trabalho será encaminhado para a Secretaria de Segurança Pública e governador Mário Covas com o pedido de aumento do policiamento preventivo. A polícia ainda não conseguiu descobrir o motivo do crime, tampouco a autoria.
Thales Benito Ferreira, de dez anos, Belício Nunes Reis Júnior, de 12 e Fábio Haneico, de 17, foram mortos com tiros de arma calibre 22 na cabeça, peito, ouvido e boca. Os três foram encontrados em um canavial próximo da cidade, no final da manhã de domingo (11). Os garotos tinham ido, de bicicleta, até o rancho do avô de Thales, no distrito de Córrego Rico. Perderam-se e Thales (filho de um comerciante), com um telefone celular, ligou para os pais, que, preocupados, iniciaram a busca. Foram localizados com o auxílio do ultraleve de um empresário.
A população está indignada. Há receio de sair às ruas. Os comerciantes decretaram luto por três dias e estampam tecidos pretos nas lojas. Os donos de automóveis fazem o mesmo. Com a chacina, a cidade chegou à 5ª morte violenta este ano, contra seis de todo o ano passado. Denúncis - A polícia investiga algumas denúncias anônimas, mas mantém sigilo sobre o trabalho. O local onde os corpos foram encontrados já não ajuda nas investigações. "Os populares, curiosos, impossibilitaram-nos de achar qualquer pista ao irem até lá com bicicletas e automóveis", afirmou o delegado de Jaboticabal, Oswaldo José da Silva, que colocou seus 12 investigadores em ação.
Investigadores da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Ribeirão Preto, e da Delegacia Seccional de Sertãozinho, auxiliam no trabalho. "Estamos checando todas as hipóteses possíveis e imagináveis", disse o delegado da DIG de Ribeirão, Samuel Zanferdini. Também está sendo apurada a hipótese de os garotos terem testemunhado algum crime e, por isso, sido mortos.


