O Prêmio Nobel de Medicina 2000 foi concedido ontem conjuntamente a Arvid Carlsson, Paul Greengard e Eric Kandel por seus trabalhos sobre ‘‘a transmissão do sinal no sistema nervoso’’, anunciou o Instituto Karolinska.
Os três cientistas fizeram ‘‘descobertas essenciais sobre um modo importante de transmissão do sinal entre as diferentes células nervosas, a transmissão sináptica lenta, que foram determinantes para a compreensão das funções normais do cérebro e das condições nas perturbações na transmissão do sinal que podem induzir enfermidades neurológicas ou físicas’’, assinalou o instituto em suas considerações.
Os trabalhos dos três premiados permitiram uma compreensão melhor do Mal de Parkinson e resultaram na elaboração de medicamentos eficazes contra a mesma.
Arvid Carlsson, de 77 anos, nasceu em Uppsala (Suécia) e dirige o departamento de Farmacologia da Universidade de Götemburg (Suécia). Paul Greengard, de 74 anos, nasceu em Nova York e trabalha no laboratório da neurociência molecular e celular da Universidade Rockefeller de Nova York. Eric Kandel, de 70 anos, nascido em Viena e naturalizado americano, trabalha no Centro de Neurobiologia da Universidade Colúmbia de Nova York.
Com eles, são 81 os americanos e siete os suecos que receberam esta distinção.
Os três premiados receberão o Nobel (e cerca de um milhão de dólares) na cerimônia oficial que será realizada na capital sueca, em 10 de dezembro.
No ano passado, o Nobel de Medicina foi para o americano Gunter Blobel, especialista em biologia celular e molecular da Universidade Rockfeller, de Nova York, por pesquisas que permitiram compreender os mecanismos de várias enfermidades congênitas.
Greengard dedicará parte do prêmio a um fundo, criado há dois anos, para recompensar trabalhos desenvolvidos pelas mulheres relacinados à pesquisa biomédica.

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