Trio é preso suspeito no caso Amanda
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Londrina- A Polícia Civil de Londrina cumpriu três mandados de prisão contra dois homens e uma mulher que seriam suspeitos de participação no assassinato da universitária Amanda Rossi, 22 anos, praticado em outubro do ano passado. A Polícia está impedida judicialmente de dar informações sobre o crime, mas uma fonte da FOLHA assegurou que a prisão temporária de 30 dias do trio teria relação com a morte da estudante de Educação Física, que foi esganada dentro do campus da Unopar do Jardim Piza (Zona Sul). A família da vítima recebeu a ''notícia'' com cautela.
A FOLHA apurou que um dos suspeitos presos residia e trabalhava na mesma rua da universidade onde Amanda estudava. O outro morava no Jardim Santa Rita (Zona Oeste). Os dois estão no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR). Já a mulher está presa na carceragem feminina do 3º Distrito Policial. O delegado-operacional da Delegacia de Homicídios, Ernandez César Alves, reafirmou que não falaria sobre as investigações. ''O inquérito corre em segredo de Justiça e qualquer um que falar alguma coisa está incorrendo em crime'', advertiu.
A cautela policial também pode ser vista como uma tentativa de não se precipitar. Dois meses depois do crime, Luan da Silva Freitas, 18, foi preso em São Carlos (SP) com base em uma denúncia anônima. Na pensão onde ele vivia, a Polícia achou anotações sobre o caso. O rapaz ficou preso por dois meses mas foi liberado por falta de provas.
O pai de Amanda, Luiz Carlos Rossi, disse que soube de ''boatos'' sobre as prisões. ''Para mim, a polícia não confirmou nada'', resumiu. Cansado de esperar, ele acrescentou que o desfecho do crime traria um feliz ano novo à família. ''O que eu quero é uma resposta definitiva, que descubram quem realmente cometeu o crime, com provas concretas que possam ser sustentadas judicialmente. Se isso (o crime) for resovido, vai melhorar alguma coisa na nossa vida. Porém, as pessoas que cometeram o crime estão vivas enquanto uma jovem inocente morreu e a família dela também está morrendo aos poucos'', desabafou.
Amanda foi encontrada morta no dia 29 de outubro do ano passado, dentro da sala de máquinas da piscina da universidade. Ela havia desaparecido dois dias antes, durante um festival de hip hop no campus. A perícia concluiu que a universitária foi ferida no rosto e esganada e teve a bolsa e o celular roubados.(Colaborou Wilhan Santin)


