Pretoria - O ‘‘Doutor Morte’’ Wuter Basson, ex-chefe de laboratórios militares do regime apartheid sul-africano, foi inocentado ontem em Pretoria, ao término de um julgamento que durou 30 meses.
Basson comparecia ao tribunal desde outubro de 1999 acusado de 46 casos de assasinatos, tráficos de droga e fraude como chefe do programa de armamento químico sul-africano de 1982 a 1992.
O ‘‘Doutor Morte’’, de 51 anos de idade, que dirigiu na África do Sul o programa militar secreto ‘‘Project Coast’’ de experimentação química de 1982 a 1992, declarou-se inocente nos 46 casos que lhe são atribuídos.
Basson reconheceu ter fornecido objetos especiais ao exército da época, como chave de fenda, mas o ‘‘Doutor Morte’’ assegurou que nunca soube de um projeto de operação que utilizasse esse tipo de material.
Basson era também acusado de fraude, estimado em uns 13 milhões de dólares pelo promotor Anton Ackerman.
Segundo a promotoria, Basson utilizou em seu proveito o aparato do regime do apartheid para ganhar importantes somas de dinheiro.
Entre outras coisas, ele financiou compras absurdas, viagens ao exterior, os estudos de sua filha na Suíça e tinha uma fissura por comprar relógios da marca Rolex, que oferecia generosamente a seus amigos.

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