Tribunal começa a analisar canonização
O arcebispo de Salvador, dom Geraldo Majella Agnelo nomeará segunda-feira, o tribunal eclesiástico que terá a responsabilidade de avaliar os documentos e entrevistas a serem usados no processo de canonização de Irmã Dulce, freira baiana com extensa obra social reconhecida internacionalmente. A solenidade, aberta ao público, ocorrerá na Catedral Basílica de Salvador, a partir das 9 horas. Desde que a freira morreu, em março de 92, seus admiradores começaram a campanha para a santificação de Irmã Dulce. Foram realizadas entrevistas com 93 pessoas que testemunharam graças ou milagres atribuidos à religiosa, além da coleta de vários documentos sobre sua vida, dedicada aos pobres a partir de 1939, quando ela transformou uma área do Convento das Irmãs Missionárias em abrigo para os doentes pobres que recolhia nas ruas de Salvador. O tribunal eclesiástico, integrado entre outras autoridades pela vice-postuladora da causa Irmã Dulce, a freira Célia Cadorin e pelo postulador italiano, frei Paolo Lombardo, não tem um prazo para concluir o relatório na Bahia e enviá-lo ao Vaticano. No entanto, o consultor das Obras Sociais de Irmã Dulce, Osvaldo Ribeiro, acredita que o processo deve ser relativamente rápido, porque o Papa João Paulo II já declarou que a Igreja não tem nada em contrário à avaliação da santidade da freira baiana.

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