Tribunais divulgam balanços do 1º semestre de 2002
Curitiba - Os tribunais superiores brasileiros divulgaram os balanços do trabalho realizado no primeiro semestre deste ano. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Marco Aurélio, encerrou os trabalhos judiciários do semestre, em 1º de julho informando que o total de processos protocolizados nos seis primeiros meses deste ano foi 62,55% superior aos seis últimos meses de 2001. Neste período os processos aumentaram de 38.988 para 63.376. Já o número de processos autuados aumentou 18,98%, chegando a 37.984.
O total de processos distribuídos à presidência recuou 39,98%, passando de 2.082 para 1.260. Já os distribuídos aos relatores cresceram 2,56%, atingindo 36.110. Por outro lado, as decisões da presidência avançaram 377%, enquanto aquelas tomadas pelos relatores recuaram 26,86%. Já o total de processos julgados pelo STF permaneceu praticamente estável no período, evoluindo de 54.269 para 55.022.
STJ - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou neste semestre 81.838 processos. Foi uma média de 2.812 processos para cada ministro. No total, chegaram ao Tribunal 91.239 processos, um acréscimo de 1% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram distribuídos aos gabinetes 73.684 processos, o que representa uma média de 2.532 por ministro.
O presidente do STJ, ministro Nilson Naves, destacou que neste primeiro semestre houve menos decisões monocráticas do que no mesmo período do ano passado. Foram 57.058 neste ano, contra 69.584 no primeiro semestre de 2001. Estamos decidindo menos monocraticamente, constatou o presidente.
TST- Ao apresentar balanço de seus primeiros meses de atuação, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Francisco Fausto, informou que o TST julgou 36.714 processos no primeiro semestre deste ano, número 15% inferior ao verificado no mesmo período do ano passado (51.945). Segundo o presidente do TST, a redução deve-se a várias razões. Este ano foram julgados mais recursos de revista que agravos, o que demanda mais tempo de debate. Além disso, os ministros do TST não tiveram por todo o tempo a colaboração de juízes convocados dos TRTs.





