O Tribunal Regional Federal da 4ª Região lançou terça-feira da semana passada o seu Plano de Gestão pela Qualidade (PGQ). O Conselho da Qualidade e o Escritório da Qualidade concentrarão suas atenções na unidade que estiver iniciando o processo. ‘‘Procuraremos inspirar as pessoas a fazer o melhor possível e satisfazer os nossos clientes internos e externos’’, explica a presidente do Conselho de Qualidade, a juíza Marga Inge Barth Tessler. ‘‘Faremos uma conscientização para que todos entendam qual é o nosso produto, o que oferecemos para a coletividade, e qual é a nossa missão’’, acrescenta.
O PGQ define a missão do TRF como sendo prestar tutela jurisdicional à sociedade com eficiência, eficácia e efetividade. O plano será implantado em etapas e também estabelece, como objetivo da instituição, cumprir a missão agregada aos valores como o respeito ao ser humano, ao cliente e ao servidor e a defesa da cidadania e da ética, visando à plena satisfação das necessidades da população. ‘‘A qualidade de um produto ou serviço é boa quando satisfaz ou excede nossas expectativas’’, conceitua o PGQ.
‘‘Mesmo as pessoas que não têm causas em andamento são clientes potenciais e precisam ter fé no Judiciário, acreditando que, no dia em que precisarem dele, serão bem atendidas. Nossa meta é ser o melhor tribunal do Brasil, prestar o melhor serviço’’, declara Marga. ‘‘Pode parecer algo inalcançável e pretensioso, mas ser o melhor possível é sadio e positivo.’’
Para a presidente do Conselho, a qualidade pessoal é o início de todas as qualidades. Por isso, ela considera que o que o Tribunal tem de mais precioso são seus servidores. ‘‘Nós não aceitamos a imagem que a sociedade tem do serviço público e vamos trabalhar para revertê-la’’, afirma. Ela avalia que muitos exercem suas tarefas sem entender a finalidade do que fazem. ‘‘É preciso ter uma visão sistêmica e saber que cada trabalho fará diferença no processo’’, defende.
A primeira coisa a ser feita a partir do programa de qualidade é identificar os problemas e procurar soluções para eles. Em cada setor haverá uma meta a ser alcançada. ‘‘Tentaremos medir nosso serviço, evitar o erro e o retrabalho, analisar suas causas e superá-las. Nessa busca, são bem-vindas todas as sugestões. Todos os funcionários são convidados a trazer suas idéias de como fazer melhor’’, diz Marga.
Segundo a juíza, o programa foi concebido no ano passado, quando, por sugestão do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, juiz Pedro Máximo Paim Falcão, foram dados os primeiros passos no sentido de implantá-lo. Um consultor foi convidado para fazer, em uma conferência realizada em novembro de 1996, uma abordagem de sensibilização do quadro de magistrados e servidores para os conceitos do sistema administrativo.
Ao mesmo tempo, foram estabelecidos contatos com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que, segundo Marga, está bem avançado em seu programa da qualidade total. Os servidores mais entusiasmados com a idéia formaram um grupo, compareceram a cursos e palestras, fizeram estudos e projetaram o Programa de Gestão Pela Qualidade, juntamente ao conselho de administração do Tribunal. O plano foi aprovado pelo pleno do TRF no último dia 30 de abril.

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