Apucarana - As Polícias Militar e Civil de Apucarana (região norte) ainda não conseguiram localizar nenhum dos 13 fugitivos do Minipresídio da cidade, que escaparam durante a madrugada de ontem.
Os presos fugiram por um túnel de aproximadamente seis metros, que interligava as celas até o pátio da delegacia, anexa ao Minipresídio. A fuga aconteceu na madrugada, mas somente no início da manhã é que os funcionários perceberam.
Entre os foragidos estão presos que respondem por homicídios, tráfico de drogas, roubos e extorsão. O Minipresídio de Apucarana contava antes da fuga com 283 presos. A capacidade máxima da unidade é de 120 detentos.
No dia 26 de novembro, a carceragem registrou uma rebelião que durou cerca de cinco horas. Na oportunidade, um investigador da Polícia Civil entrou na carceragem para transferir alguns presos ao banho de sol e foi feito refém. Ele foi amarrado pelos detentos e sofreu ferimentos leves.
Além da superlotação, o Minipresídio sofre com a falta de funcionários e carcereiros. Após a rebelião do mês passado, ficou acertado que dois carcereiros seriam transferidos de Londrina para Apucarana. Mas com a dificuldade de pessoal também na 10 Subdivisão Policial (SDP), apenas um funcionário foi deslocado.
''Estou com um carcereiro voltando de licença médica e vou tentar convencê-lo a não pedir a exoneração para formar uma dupla com o que veio de Londrina'', afirma o delegado-chefe da 17 Subdivisão Policial de Apucarana, Valdir Abrão.
Enquanto isso, o trabalho de levar os presos ao banho de sol continua sendo executado pelos investigadores. ''É uma situação provisória para atender as mínimas necessidades da carceragem até a contratação de novos carcereiros'', frisa Abrão.
Nos últimos 15 dias, 30 presos foram transferidos do Minipresídio de Apucarana. Para a Unidade II da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) foram trazidos 21 detentos condenados. Outros oito foram para Maringá e ainda uma presa para Curitiba, no regime semiaberto.

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