BOURBONNAIS, EUA, 16 (AE-REUTERS) - Um choque entre um trem de passageiros e um caminhão, numa passagem de nível perto de Bourbonnais - uma cidade rural a 80 quilômetros de Chicago -, causou, às 22h da segunda-feira (1h da terça, 16, pelo horário de Brasília) a morte de pelo menos 13 pessoas e deixou mais de 100 feridas, a maior parte delas, em estado grave. De acordo com os bombeiros, que até o início da noite de hoje resgatavam feridos das ferragens, outras seis pessoas estavam desaparecidas.
O trem, da companhia Amtrak, partira de Chicago com destino a New Orleans, transportando 196 passageiros e 18 tripulantes. No momento do choque, estava a 118 quilômetros por hora. O caminhão
cujo motorista escapou ileso, estava parado sobre a via férrea.
Com a colisão, oito vagões da composição descarrilaram e três incendiaram-se. Bombeiros e grupos de socorro de 60 cidades vizinhas participavam dos trabalhos de resgate. De acordo com os líderes dessas equipes, a maioria dos passageiros mortos estava nos vagões dormitórios - todos de dois andares - que se incendiaram.
Agentes da Comissão Nacional de Segurança dos Transportes (NTSB, pela sigla em inglês) investigam o acidente, o maior desastre ferroviário do país dos últimos anos. O primeiro objetivo deles é descobrir por que o caminhão estava parado na passagem de nível. Fontes da Amtrak afirmaram que o condutor do trem, outra peça importante na investigação, está entre os feridos, mas não corre risco de morte.
Funcionários da Amtrak informaram que o trem estava equipado com uma espécie de "caixa preta", que já foi localizada. O artefato registra movimento, velocidade e outras informações que podem ajudar os investigadores a determinar se, por exemplo, a tripulação do trem tentou frear para evitar a colisão.
Um porta-voz do hospital de Saint Mary, um dos mais próximos do local do acidente, afirmou que 72 feridos no acidente foram levados para lá, seis em condições críticas. Para outro hospital da região, o da cidade de Kankakee, foram levadas 47 vítimas, das quais 12 ficaram internadas. Entre os casos mais graves, estavam um homem com uma fratura de crânio e uma garota de oito anos que teve seu pé direito amputado.

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