Trevisan espera retração de investimentos estrangeiros
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domingo, 10 de outubro de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 11 (AE) - A partir de 2000, deve ocorrer uma retração do volume de novos investimentos, provenientes de paraísos fiscais, destinados ao País, já que o capital estrangeiro terá o mesmo tratamento tributário do nacional, a partir das medidas anunciadas na última semana pelo governo. A avaliação é um de Djalma Christiano Gomes Filho, um dos diretores da área tributária da Trevisan Associados.
Segundo ele, a tendência é que esse investidor volte a se interessar pelo Brasil, passado o impacto inicial da medida. Isso porque, de acordo com Gomes, a maioria dos investidores com recursos provenientes de paraísos fiscais é brasileira. "Assim como o Brasil está exposto a riscos, os outros países emergentes também. E em mercados seguros, como os Estados Unidos, o retorno para os investimentos é bem menor do que o pago aqui", ponderou o especialista.
À medida que o cenário macroeconômico do Brasil apontar para uma estabilidade, Gomes acredita que o capital proveniente de paraísos fiscais voltará. "O brasileiro acabará voltando a investir no Brasil", disse, sem arriscar, no entanto, um prazo para que os investimentos retornem.
De imediato, o maior impacto para as empresas, segundo Gomes, será a proibição para compensar o recolhimento de um terço da Cofins no pagamento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). "Mesmo com a redução da alíquota da CSLL (de 12% para 9%), o pagamento da Cofins vai ter de sair, agora, do caixa das empresas", disse o especialista em tributação da Trevisan.


