Três universidades iniciam aulas na segunda
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sexta-feira, 13 de março de 2015
Vítor Ogawa<br> Reportagem Local 
Londrina - Três das sete universidades estaduais que estavam em greve devem iniciar as aulas na próxima segunda-feira: Ponta Grossa (UEPG), Maringá (UEM) e em quatro dos sete campi da Estadual do Paraná (Unespar). As aulas na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) devem começar na terça-feira, e na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e nos dois campi da Unespar em Curitiba, na quarta-feira.
Os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) e do campus de Apucarana da Unespar, representados pelo Sindiprol/Aduel, devem decidir se suspendem a greve ou não na próxima quarta-feira. Em assembleia realizada anteontem, esses docentes deliberaram pela continuidade da paralisação. Foi a única assembleia dos 11 sindicatos de professores e servidores das universidades estaduais em que não se decidiu pelo retorno ao trabalho.
Os reitores da UEPG, Carlos Luciano SantAna Vargas, e da UEM, Mauro Luciano Baesso, ambos membros da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp), afirmaram que o calendário escolar foi prejudicado pela paralisação, mas ainda há tempo de ser concluído este ano.
Segundo Vargas, o retorno ao calendário acontecerá com quase um mês de atraso. Ele apontou que foi necessário mudar quase tudo que havia sido programado. "O início das aulas será nesta segunda-feira, o recesso de meio de ano foi reduzido de duas para uma semana (de 27 de julho a 1º de agosto) e quatro emendas de feriado foram eliminadas. O ano letivo agora será concluído somente no dia 19 de dezembro", apontou.
No caso da UEM, o reitor Baesso afirmou que as aulas também começam nesta segunda-feira, mas que a proposta de mudança do calendário deve passar pelo Conselho de Ensino e Pesquisa. "O que importa é que as aulas começam na segunda-feira. A mudança do calendário deve ser aprovada pelo conselho, mas acreditamos que as férias do meio do ano devem ser reduzidas para uma semana", apontou.
Na manhã de ontem, os servidores vinculados ao Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Sintesu) também decidiram suspender a paralisação, mas manter o estado de greve, mesma decisão que os professores da Unespar em Curitiba tomaram à tarde.
O presidente do Sintesu, Amauri Gumiero de Lara, afirmou que o retorno ao trabalho será na segunda-feira, para acompanhar os docentes, que já tinham decidido pela volta. As aulas começam no dia seguinte. "Foi um movimento bem elaborado. O pessoal trabalhou bem durante essa paralisação", afirmou. No entanto, ele destacou que todos permanecem em estado de greve para monitorar se o Governo do Estado cumprirá todos os acordos firmados com o movimento grevista.
Ainda ontem, o Conselho Universitário (COU) da Unioeste em Cascavel também definiu que, mesmo com a paralisação suspensa, o estado de greve está mantido. Isso garantiria a retomada da paralisação rapidamente caso o Governo do Estado deixe de cumprir as promessas. (Colaborou Fábio Galão)


