Bandeirantes - A Corregedoria da Polícia Civil conclui a oitiva do procedimento administrativo que apura irregularidades cometidas por servidores públicos no interior da Delegacia de Bandeirantes. Semana passada, fotos de uma festa organizada por detentos circularam na internet. A ousadia foi tanta que os presos montaram uma piscina inflável no solário.
O corregedor Nelson Águila ouviu 19 pessoas, entre elas seis detentos, e descobriu que ocorreram três festas no interior da Delegacia. ''Juntando as informações, podemos afirmar que a piscina foi montada em três datas. Na véspera e dia de Natal e em 30 de dezembro'', revelou.
Três investigadores dos cinco lotados na unidade realizaram plantões nessas datas e serão responsabilizados. ''A Corregedoria apontou duas irregularidades: negligência na revista dos pertences entregues aos presos e omissão na fiscalização. Em depoimento, todos (investigadores) dizem que não tiveram conhecimento da piscina ali dentro'', afirmou. A piscina de 2 mil litros foi montada em uma área com câmera de vigilância.
A Corregedoria havia solicitado cópias das imagens do circuito interno da Delegacia, mas nenhum flagrante foi comprovado. As imagens já haviam sido apagadas. ''O sistema armazena imagens por apenas 30 dias'', lamentou.
O procedimento administrativo será concluído na próxima semana e remetido à Corregedoria. A punição aos investigadores varia de advertência a exoneração do cargo.
Ao delegado Alessandro Roberto Luz, afastado do cargo pelo Departamento da Polícia Civil do Paraná, não deve ser imputada nenhuma culpa. ''O objetivo da apuração é ver quem tem conhecimento do fato. Não visualizei infração administrativa cometida pelo delegado. Ele (Luz) não estava presente e por omissão do servidor não pode gerir sobre o fato. Essa é a teoria do 'domínio do fato' descrita pelo Direito Penal e que pode ser aplicada também no Direito Administrativo'', garantiu.
O delegado de Andirá, Luiz Fernando Ripp, ocupa interinamente o cargo em Bandeirantes.

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