Três são mortos em briga de facções em complexo penal
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segunda-feira, 23 de abril de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Uma disputa entre facções criminosas de tráfico de drogas causou a morte de três detentos dentro do Complexo Penal de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) no fim de semana. A Polícia Civil investiga as circunstâncias dos crimes, mas já tem os nomes das vítimas e dos autores.
No sábado, Adelsio Pereira Alves foi morto na Penitenciária Estadual de Piraquara II (PEPII) com ferimentos causados por estoque (faca improvisada feita pelos detentos) e agressões. No dia seguinte, outros dois presos morreram na PEP I. Marcos Freitas de Jesus, conhecido como ''Turco Louco'', e Luiz Carlos de Paula, chamado de ''Omega'', também foram mortos. Outro detento foi encontrado sem vida dentro da cela na Penitenciária Central do Estado (PCE), e a polícia ainda investiga o caso.
Todos os envolvidos nos crimes foram levados para a delegacia e prestaram depoimento. ''Os integrantes das facções relataram que já ocorreram confrontos fora do presídio, uma disputa por pontos de tráfico de drogas. Por isso, mesmo com os autores de cada crime identificados, acreditamos que outros presos possam ter participado dos crimes'', disse o delegado chefe da Delegacia de Piraquara, Amadeu Trevisan.
''No caso específico do rapaz encontrado morto na cela (na PCE), estamos tratando como homicídio. Pode ter sido suicídio, mas aguardamos o exame do Instituto Médico Legal (IML) para prosseguirmos apurando as informações'', destacou o delegado.
Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) informou que através do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) e com o apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), estão sendo adotadas ''todas as medidas necessárias para reprimir a prática dos crimes e responsabilizar os envolvidos''.
A Seju ainda determinou a instauração de uma sindicância administrativa para apurar a morte dos presos e oficiou ao Ministério Público Estadual (MP-PR), Poder Judiciário e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), solicitando apoio nas investigações.


