Três são indiciados por desaparecimento de corpo
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sexta-feira, 26 de maio de 2000
Agência Folha De São Paulo 
Um agente policial e dois agentes funerários foram indiciados pela polícia no caso do desaparecimento do corpo da professora universitária Beatriz Pierin de Barros Silva, 30, do Instituto Médico-Legal de Registro (85 km de São Paulo).
Dois deles são funcionários da funerária São Camilo, a mesma empresa que recolheu os 17 corpos do acidente que matou a professora, no início de abril, na rodovia Régis Bittencourt. A polícia entendeu que um deu falso testemunho (mentiu durante o depoimento) e que o outro subtraiu e ocultou o corpo.
O terceiro indiciado, que é motorista do IML, é acusado dos crimes de prevaricação (soube do crime e não agiu) e de participar da ocultação do cadáver. Ele foi afastado da função.
O caso aconteceu no início de abril, uma semana antes da chegada da CPI do Narcotráfico a São Paulo, e repercutiu entre os deputados como exemplo de que havia banda podre dentro da polícia do Estado. Na época, os quatro funcionários do IML de Registro que estavam de plantão no dia do desaparecimento foram afastados pelo governador Mário Covas (PSDB).
O corpo da professora foi encontrado quatro dias após o acidente, dentro de um carro do IML, e depois que a família dela denunciou o sumiço.
O inquérito, conduzido pela Corregedoria da Polícia Civil, não apontou onde o corpo de Beatriz ficou nos quatro dias e qual o motivo do desaparecimento. A hipótese de tráfico de órgãos ou tecidos foi descartada por causa dos ferimentos que Beatriz sofreu no acidente.
O advogado André Luiz Sousa Nogueira, da funerária São Camilo, disse que a empresa prestou atendimento às famílias e seus proprietários nada têm a ver com o desaparecimento. O caso está agora no Ministério Público.


