São Paulo, 29 (AE) - Três pessoas foram mortas hoje no Bairro da Pedreira, zona sul da capital. Os crimes ocorreram por volta das 14 horas e podem estar ligados ao tráfico de drogas. Há suspeita de que uma quarta pessoa tenha sido baleada, mas não foi encontrada pela polícia. Segundo testemunhas, os assassinatos foram praticados por dois homens que estavam armados com pistolas de calibre nove milímetros. Essa é a 66.ª chacina registrada na Grande São Paulo este ano.
Os primeiros mortos foram Luiz Carlos Costa, de 25 anos e Alessandro Batista dos Santos, de aproximadamente 25, em um bar na Rua 8. Segundo um irmão de Santos, ele já teve passagens pela polícia e poderia estar envolvido com quadrilhas de traficantes. Para a delegada titular da 80.ª Delegacia Policial da Vila Joaniza, Martha Rocha de Castro, Costa foi morto porque viu o crime. Ele trabalhava no bar do irmão e estava sozinho com Santos quando os assassinos chegaram. Costa não tinha antecedentes criminais.
A terceira vítima, o menor Carlos Sérgio Nascimento Pereira Silva, foi encontrado em outro bar, a 200 metros, no cruzamento da Avenida Augusto de Castro com a Rua Antônio Benedito Palhares, próximo da Represa Billings. Silva estava de muletas e tinha um tiro na cabeça. De acordo com a delegada, o menor teria passagem pela Febem. Quadrilha - Ainda não se sabe qual o envolvimento de Alessandro Santos e Carlos Silva com os assassinos. As suspeitas são de que eles pertenciam a uma quadrilha conhecida como Colinha, que tinha alguns rivais no bairro. Para a polícia, Santos estava sendo ameaçado de morte e Silva teria sido alertado pela irmã, minutos antes do crime, para fugir. Ela soube da morte dos outros dois envolvidos e avisou o irmão.
A grande dificuldade para a polícia agora é conseguir testemunhas para auxiliar nas investigações. "É muito difícil obter informações em um lugar onde reina a lei do silêncio, onde o tráfico tem um poder muito grande", comentou Martha, referindo-se ao medo das pessoas falarem sobre os crimes no bairro.

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