Três morrem em assalto a ônibus no Rio
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terça-feira, 22 de outubro de 2002
Agência Estado 
Dois seis feridos no tiroteio dentro do ônibus, três estão em estado grave
Rio - Uma troca de tiros de dois minutos dentro de um ônibus em movimento, lotado com 42 passageiros, deixou três mortos e seis baleados, às 7h30 de ontem, na Via Dutra, na Baixada Fluminense. O policial civil Sérgio de Oliveira Miranda, 40 anos, reagiu a tiros depois de dois criminosos armados anunciarem assalto no coletivo da viação Trans 1000, linha Nilópolis-Praça Mauá. Miranda, o ladrão Luiz Fernando Barbosa, 22 anos, e o passageiro José Luiz Rey Lois, engenheiro da Embratel, morreram. Três feridos estão em estado grave.
Os dois assaltantes entraram no ônibus em São João de Meriti. Um foi para o fundo e outro ficou à frente do coletivo, perto do motorista, Antônio Marques. O segundo, um homem branco, aparentando 25 anos, rendeu uma mulher. ''Eu sei que tem policial, então ninguém reage que não vamos ter problema. Tem alguém com 'ferro' (arma) aí?'', gritou um dos ladrões, antes de mandar fecharem as cortinas e começar a recolher dinheiro e pertences das pessoas.
Instantes depois o policial gritou: ''Não vai levar nada meu, não, vagabundo!'' E disparou contra o criminoso Barbosa. Começou então a troca de tiros entre Miranda e o outro assaltante.
Houve pânico. Muitos gritavam e tentaram se esconder debaixo dos bancos, enquanto o ônibus continuava a viagem. O assaltante que estava na frente, ainda não identificado, acertou o policial. O engenheiro da Embratel José Luiz Rey Lois, de 38 anos, foi atingido no coração e morreu no local. Mais seis pessoas ficaram feridas: André Pinheiro levou um tiro no rosto, Nélson Almeida e Jacqueline do Carmo foram baleados no tórax, Alexandre da Silva, na coluna cervical, Patrícia Bezerra da Silva, no olho direito, e Raquel Bianchi recebeu um tiro de raspão na cabeça.
O assaltante obrigou o passageiro Sandro Linhares a pegar para ele as armas do policial e do outro bandido. Em seguida, disparou outro tiro na cabeça do policial. ''Não era nada disso que a gente queria, eu falei para ninguém reagir'', disse o criminoso. Antes de desembarcar, no Trevo das Margaridas, ele ordenou que o motorista levasse os feridos para o hospital.


