Brasília, 06 (AE) - O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Cláudio Considera, disse hoje que apenas três dos 473 medicamentos cujos preços são monitorados pelo governo tiveram aumento em outubro. A tabela com os aumentos é divulgada no início de cada mês. "Também em setembro, na média, não houve aumento nos preços dos remédios", disse. Os medicamentos que subiram em outubro foram: Trofodermin
Pletil e Quemicetina, todos do laboratório Searle. "Ainda assim, os aumentos acumulados no ano estão dentro da média", comentou Considera.
Segundo o secretário, há um acordo pelo qual não haverá reajustes nos medicamentos até o final deste ano, observada a liberdade de preços. Dessa forma, só podem ocorrer aumentos justificados. "Quando achamos que o aumento não é razoável, pedimos as planilhas de preços", explicou. Técnicos da área de preços temem, no entanto, que os laboratórios pressionem por novos aumentos ainda neste ano, por causa da desvalorização do real. O acordo atualmente em vigor considerava o dólar a R$ 1 70. Até o momento, porém, a posição do governo é de não reabrir as discussões, pois há expectativa de que o preço do dólar caia.

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