São Paulo, 16 (AE) - Três vereadores da bancada governista admitiram ser favoráveis à abertura de um processo de impeachment do prefeito Celso Pitta (sem partido). "Pela gestão desastrosa e pelas enésimas denúncias de corrupção, sou favorável", afirmou Salim Curiati Júnior (PPB). O vereador Mohamad Said Mourad (PL) informou, por meio de sua Assessoria de Imprensa, que, com documentação necessária, votaria a favor da abertura do processo, a mesma resposta de Jooji Hato (PMDB).
Essas afirmativas refletem a crescente perda de espaço político e a fragilidade do prefeito dentro do Legislativo. O fato que mais caracteriza essa perda é o desligamento de seis vereadores do PPB desde que começaram a surgir denúncias de corrupção nos órgãos municipais. O vereador Alan Lopes anunciou sua saída terça-feira.
O restante dos situacionistas entrevistados assumiu continuar ao lado de Pitta. "Ainda não há condições de se abrir um processo", rebateu o vereador Wadih Mutran (PPB). "O impeachment do prefeito é extremamente complexo e politicamente delicado; pode traumatizar a cidade", defendeu Miguel Colasuonno (PPB).
O secretário do Governo Municipal, Carlos Augusto Meinberg, contesta a fragilidade do prefeito e afirma que a relação entre prefeito e Câmara está cada vez melhor. Manifesto - Está sobre sua mesa um manifesto de apoio a Celso Pitta, com 28 assinaturas de parlamentares. "Por isso e por outras razões, garanto a você que hoje há uma relação muito positiva entre Legislativo e Executivo". Meinberg não quis comparar os nomes dos vereadores que assinaram o manifesto com os que disseram ser favoráveis à abertura de um processo de impeachment no levantamento.
A reportagem apurou, porém, que todos os 28 vereadores que endossaram o manifesto pertencem unicamente ao partidos situacionistas PPB, PL, PFL e PTB. E, coincidentemente, Curiati Júnior e Mourad não assinaram o documento. O secretário disse ainda que outros três parlamentares manifestaram seu apoio em reunião realizada em seu gabinete. "Tenho 31 votos e para aprovar o processo de impeachment são necessários 33", afirmou. "Acho que estamos bem na frente", concluiu.
O recolhimento de assinaturas para o manifesto pró-Pitta começou no início da semana passada. Segundo o vereador Paulo Frange, líder do PPB e idealizador do documento, a palavra impeachment não está mencionada no texto. (Gabriela Carelli)

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