Três dias após chuvas, Crivella decreta calamidade
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sexta-feira, 12 de abril de 2019
Das agências 
Rio - Três dias após as chuvas que alagaram o Rio de Janeiro e provocaram a morte de dez pessoas, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) decretou estado de calamidade pública na cidade nesta quinta-feira (11). A medida permite a celebração de contratos sem licitação e acesso a recursos do Fundo Nacional para Calamidades Públicas, do governo federal. A informação foi publicada no Diário Oficial do município desta quinta-feira (11).

No decreto, o prefeito afirma ainda que há previsão de novas tempestades para este mês. O texto afirma que a decisão foi tomada "considerando que as fortes chuvas que atingiram o município nos últimos dias resultaram em enchentes e deslizamentos em encostas que colocam em risco inúmeras habitações, expondo a risco de morte considerado contingente de pessoas, além de danos materiais, ambientais e prejuízos econômicos".
O texto também aponta que "a grave crise econômica que assola o município do Rio de Janeiro, que contabiliza a perda de mais de 300 mil empregos formais nos últimos anos, potencializada pelos vultosos saques aos cofres municipais, como os que vêm sendo investigado no âmbito da operação Lava Jato, ocorrências que contribuíram para a redução de 20% do PIB municipal".
"Os recursos financeiros advindos de processos judiciais relacionados com a Operação Lava Jato, que venham a ser apropriados pelo município, serão prioritariamente carreados para ações relacionadas às ocorrências de que trata este decreto", diz o texto publicado no Diário Oficial.
Três dias após o temporal que atingiu o Rio de Janeiro, alguns locais ainda seguiam completamente alagados, com moradores ilhados. Na quarta-feira (10), Crivella disse que pretende editar decreto com o novo protocolo a ser seguido pelos órgãos municipais em situações de emergência provocadas por forte chuva na capital.


