Trem de passageiros será definido este mês
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terça-feira, 03 de maio de 2011
Eli Araujo<BR>Reportagem Local 
Londrina - A reativação do trem de passageiros em 14 trechos espalhados pelo País - incluindo a rota entre Londrina e Maringá - pode ser anunciada pelo Ministério dos Transportes ainda este mês. O governo federal está avaliando os resultados de estudo elaborado por técnicos de universidade federais, que recomenda a volta da modalidade de transporte.
''O objetivo desse estudo é saber se é viável ou não o retorno do transporte ferroviário de passageiros no Brasil'', afirma o responsável pela Secretaria de Política Nacional de Transportes, Carlos Alberto Bandeira de Melo.
O trecho paranaense, que tem 152 quilômetros entre Ibiporã e Paiçandu, é o único em estudo no Paraná. Os outros 13 trechos ficam em nove Estados da federação.
O transporte de passageiros por ferrovia chegou praticamente ao fim na década de 1980 sob o argumento de ser extremamente deficitário. Com a privatização, a prioridade passou a ser o transporte de cargas, em especial de combustíveis e grãos. Hoje, há apenas dois trechos ferroviários de transporte de passageiros no País - um entre Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES) e outro no Maranhão.
A intenção do Ministério dos Transportes é aproveitar as vias existentes e não criar linhas novas, como o que se pretende fazer para viabilizar o trem-bala entre Campinas e o Rio de Janeiro.
Segundo Melo, seriam necessárias algumas adequações nas ferrovias usadas hoje para o transporte de cargas. ''As linhas serão as mesmas, mas o transporte de passageiros exige uma segurança maior'', alerta.
A recuperação de cada quilômetro de ferrovia vai custar em torno de R$ 1 milhão, ''dependendo do trecho''. De acordo com Melo, as ferrovias do Sul do País estão em melhores condições, já as do Nordeste estão ''detonadas''.
O custo de implantação vai variar de acordo com a finalidade definida para cada trecho, que pode ser apenas de transporte regional ou turística. Os trens regionais terão velocidade entre 60 e 80 km/h, já para as composições turísticas a média será de 30 a 40 km/h por hora. Atualmente, a velocidade dos trens no Brasil é de 50 km/h.
Melo explica que quanto maior a velocidade, maior é o custo de recuperação da ferrovia. Ele acrescentou que a parte operacional do sistema ainda não está definida, mas várias empresas estariam interessadas em explorar o novo serviço. Não está descartada, no entanto, a hipótese de operação estatal.


