Depois de manter a Ponte da Amizade fechada por 11 horas, manifestantes e agentes federais negociaram uma trégua e liberaram a passagem apenas de caminhões com mercadoria destinada à exportação. O acordo foi solicitado por representantes da Estação Aduaneira do Interior (Eadi) e da Associação dos Despachantes de Aduaneiros de Foz do Iguaçu (Adafi). Por volta das 17h30, cerca de 250 caminhões brasileiros começaram a cruzar a fronteira em direção ao Paraguai, enquanto a estação aduaneira do país vizinho enviava quase 480 caminhões para o Brasil. A passagem dos carregamentos estava prevista para terminar à meia-noite.

''Foi uma decisão racional. Desde o início deste mês, trabalhamos somente seis dias'', comentou o presidente da Adafi, Mário Alberto de Camargo. Ele lembrou que as perdas das transportadoras chegaram a US$ 500 mil. Incluindo as transações internacionais canceladas ou em atraso, o prejuízo diário da balança comercial chega a US$ 2,1 milhões. Somente os produtos destinados ao exterior totalizam, em média, US$ 63 milhões mensais. No primeiro semestre deste ano, as exportações registradas em Foz atingiram US$ 377 milhões. (Emerson Dias)

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