Londrina - Uma colisão entre uma carreta e um carro resultou na quinta morte do semestre no trecho urbano da PR-445. Faltando ainda pouco menos três meses para o final do período, o número supera o registrado em todo o primeiro semestre, quando quatro pessoas perderam a vida na via. Em média, o trecho, onde trafegam 44 mil veículos por dia segundo o Departamento Estadual de Estradas e Rodagem, registra uma morte por mês.
De acordo com levantamento da FOLHA, embora em julho e em setembro não tenha havido mortes na rodovia, somente em agosto foram registradas quatro óbitos, três deles no intervalo de oito dias (entre os dias 16 e 23).
A onda de acidentes violentos coincide com o fim do imbróglio na concessão do licenciamento ambiental que permite o início das obras de duplicação de 16 quilômetros da rodovia, no trecho entre os viadutos do Conjunto Jamile Dequech (na Zona sul) e da BR-369 (na Zona Leste).
A FOLHA apurou que o governo do Estado deve assinar ainda hoje a ordem de serviço para a duplicação, após aval que teria sido dado ontem pelo Instituto Ambiental do Paraná. O governador Beto Richa (PSDB), na última visita a Londrina, afirmou que a obra é ''a maior na cidade em 30 anos''.
Orçada em R$ 104 milhões, a duplicação será feita em três etapas e prevê a construção de 11 transposições (viadutos ou trincheiras) ao longo do trecho. A expectativa é que a nova PR-445 seja entregue até o final de 2014.
Colisão - A nona morte do ano no trecho urbano da PR-3445 ocorreu na manhã de ontem. Um homem de 56 anos não resistiu aos ferimentos depois que o carro dele foi atingido por um caminhão quando tentava cruzar a Rodovia PR-445, nas proximidades do Catuaí Shopping, na Zona Sul. Segundo o Corpo de Bombeiros, o Pointer de Londrina conduzido por Luis Ferreira da Silva foi arrastado por cerca de 80 metros. O condutor da carreta envolvida no acidente não ficou ferido.
A carreta, com placas de Nova Aurora, seguia no sentido Londrina-Curitiba. O motorista Pedro Teles da Silva, de 48 anos, levava cerca de 35 toneladas de trigo para Paranaguá (Litoral). Ferreira não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O corpo dele ficou preso nas ferragens.
A telefonista Lani Rosa, que voltava para casa na manhã de ontem, conta que ouviu o barulho da frenagem e da batida. Nervosa por ter presenciado o desastre, ela ressalta que acidentes são comuns no trecho. O que a deixa aflita, já que seu filho de 16 anos cruza a rodovia todos os dias para pegar ônibus.
''A gente fica muito mal de ver essas coisas, não tem como não se emocionar e não pensar na família da pessoa nesse momento'', declarou. ''Esse não é o primeiro caso, aqui sempre ocorrem acidentes desse tipo. Faltam sinalização e radares de velocidade. Só quando mexem no bolso os motoristas passam a respeitar mais.''

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