Salvador, 11 (AE) - A Associação dos Travestis de Salvador faz amanhã (12) uma manifestação em frente à Casa de Retiro São Francisco, da capital baiana, onde se realiza o 2º Encontro Nacional dos Grupos Tortura Nunca Mais, para denunciar a violência de policiais e os maus-tratos. Os travestis querem que o grupo de defesa dos direitos humanos investigue as violações ocorridas em Salvador nos últimos meses.
A associação informa que desde a visita da rainha Margreth II, da Dinamarca, à capital baiana, em maio, 352 travestis foram presos nas ruas da cidade. Na época da visita, a Policia Militar estaria "limpando" o centro da cidade, pois temia que algum integrante da comitiva fosse importunado por travestis ou prostitutas. Curiosamente, a familia real dinamarquesa sempre lutou pelos direitos das minorias.
"Frequentemente os travestis são jogados dentro das viaturas policiais e agredidos com cassetetes e murros, antes de serem levados para as delegacias", denunciou Andrezza Belushi, presidente da Associação. Andrezza disse também que até associadas que trabalham em projetos de prevenção à aids do Ministério da Saúde, distribuindo preservativos para prostitutas e travestis, foram presas. A Associação e o Grupo Gay da Bahia estão preparando um pedido de habeas-corpus preventivo para evitar que os travestis de Salvador sejam presos.

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