A fisioterapia, explica Larissa, vai atuar no fortalecimento da musculatura da região pélvica, com dois objetivos principais - restabelecer a continência e prevenir a deteriorização da estética pélvica da mulher. Isto é feito com o trabalho manual intravaginal, eletroestimulação, que através de estímulos elétricos fortalece a musculatura nessa região, e uso de aparelhos e acessórios, como os cones vaginais. ''Usamos algumas técnicas do pompoarismo'', explica, se referindo à técnica de ginástica sexual de origem oriental.
Parte do trabalho, explica Larissa, é também dar informações e conscientizar a mulher sobre a importância do tratamento. Numa segunda fase, também são feitos exercícios de solo, com bolas suíças. Segundo a fisioterapeuta, como a musculação, não é um tratamento rápido, dura em geral de três a quatro meses, com sessões semanais ou com maior frequência dependendo da gravidade. Mas a mulher começa a perceber diferença já a partir da 6 sessão. ''Durante e após o tratamento é importante que a mulher faça os exercícios, que aprendeu no consultório, em casa'', ressalta.
Há casos de prolapsos, a popular ''bexiga caída'' (que também podem ser útero, ovário, reto ou parede anterior da vagina caídos), que requerem cirurgias. ''A fisioterapia atua na musculatura, por isso ela não resolve problemas quando há um comprometimento grande ou o rompimento de ligamentos. Mas no pós-cirúrgico também é importante fazer fisioterapia, pois a musculatura não se corrige com a cirurgia'', afirma Larissa. (C.P.)

mockup