Tratamento radiativo para lixo industrial tem apoio da Sabesp5/Mar, 14:51 Por Milton F.da Rocha Filho São Paulo, 5 (AE) - A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) informou que está em fase final de testes no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) uma tecnologia avançada para o tratamento de efluentes e resíduos industriais. A Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) participa do projeto e, se tudo der certo, vai utilizá-lo no futuro para acabar com resíduos de esgoto industrial. Segundo a comissão, o que se estuda é um processo que utiliza a oxidação por irradiação, utilizando um acelerador com milhões de volts de potência. Na sua primeira fase, o projeto, de acordo com a Cnen, estuou a degradação com feixe de elétrons de compostos altamente tóxicos, resíduos de produção industrial de indústrias farmacêuticas e de corantes, onde se destacou a pesquisadora Celina Lopes Duarte. O projeto também é financiado por indústrias paulistas. A outra etapa, em andamento agora, é um trabalho de engenharia, para aplicação dessa tecnologia em sistema contínuo, possibilitando o uso pelas indústrias e estações de tratamento de esgotos. Este também é objeto de tese de doutorado a ser defendido dentro de dois meses pelo engenheiro Paulo Roberto Rela. O projeto está sendo conduzido em conjunto com a Sabesp e será submetido à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), com sede em Viena, e à Japan International Cooperation Agency (Jica) com vistas a se obter novo financiamento. Em breve poderão ser desenvolvidos projetos com volumes maiores, para utilização industrial dessa tecnologia. Os cientistas informam que há muitas vantagens do Processo Avançado de Oxidação em relação às demais tecnologias. Ele não gera outros resíduos e nem libera gases para o meio ambiente; não utiliza compostos químicos para destruir os rejeitos, e pode ser aplicado tanto para tratar efluentes líquidos quanto para os lodos gerados em sistemas tradicionais de tratamento.