Tratamento pode combinar terapia e medicamentos
Se a relação entre emoções e doenças de pele é de causa, mas também de consequência, o que tratar primeiro?
Para o endocrinologista José Cervantes-Loli, especialista em medicina psicossomática, de Apucarana, ''as emoções começam a interferir na saúde da pele porque não temos controle sobre nossos sentimentos inconscientes''. É assim também que acontecem manifestações como o rubor facil, ''fruto de emoções reprimidas'', ou um suor extremo, ''devido a uma ansiedade de longa data''.
O dermatologista Airton Gon, de Londrina, explica, que por serem casos de doenças crônicas, ''o tratamento deve ser resultado de uma combinação entre os medicamentos prescritos pelo médico e o apoio do psicólogo com a terapia''. ''Em casos especiais, pode ser necessária a adição de medicamentos antidepressivos, que costumam beneficiar muito esses pacientes'', afirma.
A região de pele atingida, segundo Cervantes-Loli, também pode ter uma conotação simbólica para o paciente. ''Neste sentido, o médico deverá conhecer a história emocional pregressa e atual deste doente e trabalhar com os indícios emocionais que o atormentam e o fazem adoecer, além de poder indicar psicoterapia quando se fizer necessário, ou até medicá-lo de alguma doença emocional diagnosticada neste momento da vida dele, como um quadro de depressão ou de ansiedade'', avalia.
É preciso atenção, alertam os especialistas, para o estigma que a doença de pele pode trazer. ''A doença da pele normalmente vem relacionada à idéia popular de sujeira ou falta de higiene, algo contagioso, feio, com cheiro desagradável, determinando, muitas vezes, o afastamento da pessoa doente daqueles que a rodeiam'', alerta Cervantes-Loli.(C.P.)





