Londrina - Praticante amadora de esportes, há pouco mais de cinco anos a arquiteta Erika Nishimura, 43 anos, começou a sentir muito cansaço, dificuldades para respirar e fortes dores no peito com as atividades. ''O pneumologista constatou apenas 50% de capacidade pulmonar, mas não identificou nada mais grave.''
Convencida de que havia algo de errado, encontrou resposta em outro médico. ''Ele me disse que eu tinha hipertensão pulmonar primária. Como não era especialista, disse que a saída que conhecia era transplante de coração e pulmão.'' A busca por mais informações cada vez eram maiores, mas a dificuldade também. ''Nem sabia que poderia conseguir o medicamento pelo SUS'', conta ela, que chegou a arcar com mais de R$ 3 mil mensais com o remédio.
Desde então, diante de pedidos e ações judiciais, tem seu tratamento realizado. ''Recebo mensalmente o medicamento, mas já cheguei a ficar dois meses sem. Com a medicação consigo ter uma vida próxima do normal'', afirma.
Pulso firme
Aos 78 anos de idade, o aposentado Silvestre Giroto depende do pulso firme da filha Suzete Giroto Giroldo para que tenha um pouco de qualidade de vida. Diagnosticado há dois anos com hipertensão pulmonar, a filha conta que a doença foi adquirida e não de origem genética, como acontece em grande parte dos casos. ''Meu pai já se submeteu a duas cirurgias cardíacas. Talvez por isso, tenha desenvolvido a doença'', lembra.
Um dos sintomas, segundo ela, foi o aumento do coração e lentidão nos batimentos. ''Com isso, ele se sente muito cansado com qualquer tipo de esforço, até mesmo para andar pequenas distâncias.'' Com a medicação, Giroto consegue realizar melhor as atividades do dia a dia, apesar da idade.
Suzete diz que precisa brigar muito pelos direitos dele. ''É tudo muito difícil, desde conseguir o diagnóstico, que tem de ser pelo SUS, passar pela consulta para conseguir a receita. Tento me cercar de várias informações para que os direitos dele sejam respeitados'', revela. O medicamento específico custa, em média, R$ 3 mil ao mês. ''Mas, ao todo, ele toma seis medicamentos. O restante é a família que tem de arcar.'' (M.T.)

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