Rio de Janeiro - Um estudo finalizado em setembro pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), do Rio, mostra que o tratamento que mistura adesivos e terapia consegue ajudar fumantes a abandonar o vício. De 26 voluntários acompanhados durante três meses, 21 conseguiram deixar o cigarro depois de combinar o uso de adesivos de nicotina com a participação em sessões psicoterapêuticas em grupo.
O resultado animou os pesquisadores, já que esse grupo de 26 fumantes era o que mais apresentava pontos negativos nos mais de mil voluntários que participam de um grande estudo de avaliação de terapias contra o vício, no Inca. Com mais de 60 anos, a maioria apresentava alto grau de dependência, fumava mais de dez cigarros por dia e começou a fumar com menos de 20 anos de idade.
O resultado do estudo dos 26 idosos foi o primeiro a ficar pronto porque eles não fazem parte oficialmente do grande número de voluntários (1.050) que está sendo acompanhado desde julho. Nesse estudo, o tratamento é o mesmo, mas os médicos do Inca avaliam as pessoas de 18 a 59 anos separadamente. A pesquisa ainda está em andamento.
O grupo era formado por 14 mulheres e 12 homens, com média de idade de 64,7 anos e com renda superior a três salários mínimos.
Em comum, segundo os médicos, eles tinham uma grande motivação para parar de fumar. ''E tenho certeza que foi isso que ajudou no sucesso do tratamento'', diz a médica.

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