Especialistas relativizam o tratamento da ansiedade em crianças e jovens de 7 a 17 anos com medicamentos. Segundo a professora de psicologia da PUC e supervisora da clínica psicológica da universidade, Camila Sampaio, a medicação deve servir para ajudar a criança a ter consciência de sua condição e adquirir segurança para vencer a ansiedade e o medo. ''Mas medo e ansiedade devem, sempre, ser tratados de forma psicológica.''
''O medicamento deve ser colocado com muita cautela'', concorda a psicanalista Ana Maria Trinca, para quem a avaliação do transtorno deve partir de uma relação de proximidade dos pais com os filhos. ''Os pais têm que conhecer bem os filhos, um pai distante não consegue avaliar, acha que a criança é mal-educada, sente-se impotente'', afirma.
Por isso, Ana Maria defende que os pais também participem de uma eventual psicoterapia. ''Eles não podem jogar a culpa em cima da criança, pois a relação é sempre dinâmica.''
''Na maioria dos casos não se faz uso da medicação e o atendimento é apenas psicológico. Este comumente envolve um trabalho de orientação a família, a escola, quando necessário, e de atendimento com a criança com procedimentos psicoterápicos específicos. Em alguns casos a avaliação psiquiátrica é indicada e o médico julgará se a medicação pode ou não beneficiar a criança'', finaliza a psicóloga Myrna Chagas Coelho, professora da UEL. (C.P. com Folhapress)

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