No dia 1º de março, foi assinada a convenção internacional para a ‘‘proibição do uso, armazenamento, produção e transferência de minas antipessoais e sua destruição’’. A Organização das Nações Unidas (ONU) considerou o tratado como um marco histórico. Levantamento da Cruz Vermelha Internacional avalia que cerca de 100 milhões de minas estão enterradas em territórios de 64 países, a maioria localizada na Europa, Ásia e África.
A convenção, porém, não foi assinada pelos Estados Unidos, federação Russa e China, os maiores fabricantes de minas do mundo. Os americanos alegaram que há a necessidade das minas na fronteira das duas Coréias para proteger as suas tropas estacionadas no sul. Nenhum dos principais fabricantes de minas está entre os 65 países que ratificaram o documento ou entre os 133 que assinaram a convenção.
Esses explosivos causam sérios ferimentos em milhares de pessoas todos os anos, além de causar a morte de centenas. A luta pelo fim das minas terrestres teve uma personalidade ilustre na sua campanha, a falecida princesa Diana. Por causa da sua luta contra estes artefatos, a organização Campanha Internacional contra as Minas Terrestres, e sua porta-voz, a norte-americana Jody Williams, ganharam o Prêmio Nobel da Paz em 1997.
No continente africano, onde em vários países as guerras civis perduram, as maiores vítimas das minas terrestres são as crianças. Muitas foram mutiladas ao tocarem em minas camufladas como brinquedos ou por terem acompanhado os pais nos campos minados. (A.S.)

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