Há seis anos, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai firmaram o Tratado de Assunção, que deu origem ao Mercado Comum do Cone Sul (Mercosul). Desde então, os esforços para a integração e a formação de um bloco econômico forte têm sido constantes, chegando a provocar ‘‘ciúmes’’ na maior potência econômica do planeta, os Estados Unidos.
Entretanto, metade da população do País não sabe ainda o que é o Mercosul. Uma pesquisa do Instituto Gallup, feita em março deste ano, mostra que 50% da população brasileira não conhece o tratado. Entre os que afirmam conhecer, a classe A representa 91%, enquanto a classe D responde por 20% dos informados. A pesquisa mostra ainda que apenas 45% sabem indicar quais os países que pertencem mesmo ao Mercosul.
A pesquisa também detectou que a maioria dos brasileiros tem a percepção de que o País está importando mais do que exportando (61%), e que é vantagem para o Brasil participar do Mercosul (68%). Estes dados revelam que o brasileiro tem consciência da importância dos acordos comerciais, mas não associam todo esse processo com a formação do Mercosul.
O que éO Mercosul é um acordo tarifário para facilitar o comércio entre os países que participam do tratado e entre países dos demais blocos econômicos formados no mundo. O Tratado de Assunção foi firmado em 26 de março de 1991. São signatários dele o Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai.
O acordo não se resume às possibilidades de livre comércio entre os quatro países, mas vai muito além. O grande reflexo ocorre nas lojas, supermercados, atacadistas e distribuidoras, locais onde os consumidores brasileiros, argentinos, paraguaios e uruguaios encontrarão produtos do mundo inteiro com qualidade e preços satisfatórios.
‘‘Quando o consumidor entra num supermercado e compra uma maçã argentina mais barata ou um queijo com qualidade superior e preço melhor do que os de origem brasileira, isso se deve ao Mercosul’’, comenta o chefe do setor de exportação da Receita Federal em Foz, Henrique Marinho, que acompanhou a implantação do Mercosul na região.
O acordo proporciona também um intercâmbio comercial e industrial, estimulando a instalação de indústrias brasileiras em outros países do bloco. Por outro lado, também incentiva a vinda de indústrias uruguaias ou argentinas para o Brasil, gerando mais empregos.
O Mercosul tem o objetivo de formar um mercado comum, a exemplo dos países europeus (CEE), Estados Unidos, México e Canadá (Nafta), e os países asiáticos. Juntos, os países que integram o bloco terão maior força de negociação perante outros blocos econômicos.
Nestes seis anos, o Mercosul conseguiu avanços consideráveis. Em 96, o Chile e a Bolívia assinaram protocolo de intenção para participar do bloco com as mesmas preferências. Este ano outro protocolo está sendo negociado com os membros do Pacto Andino (Venezuela, Colombia, Peru e Equador). Para o ano 2000, as propostas ficam por conta dos acordos de tarifa externa comum e educação.

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