Londrina - O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), deve anunciar hoje o reajuste na tarifa de transporte coletivo na Capital. Junto com o anúncio, devem ser divulgados o prazo para a implantação do novo valor e a diferenciação de preços entre pagamentos feitos em dinheiro e com cartão. Este, um assunto que causa expectativa e muita especulação, pois, em breve, a adoção de uso exclusivo do cartão deve ser estendida a todos os coletivos, extinguindo a possibilidade de pagamentos em dinheiro. A medida, a princípio, não resultaria em eliminação da figura do cobrador. Atualmente, segundo a Urbanização de Curitiba (Urbs), são cinco mil cobradores, dos quais 1,2 mil ficam na estações.

Segundo a Urbs, 250 linhas operam na área urbana, das quais 66 já usam exclusivamente o sistema de cartão. Estas correspondem a micro-ônibus que transportam cerca de 60 mil passageiros, dos 2,2 milhões de usuários que utilizam diariamente a Rede Integrada de Transporte (RIT). A assessoria de imprensa informou que ainda não se sabe quando ou como a implantação do uso exclusivo do cartão entrará em vigor, mas adiantou que "deve acontecer o quanto antes". Hoje, 57% dos usuários pagam com cartão.

Ainda de acordo com a assessoria, o objetivo primordial é reduzir a circulação de dinheiro nas catracas das estações e dos ônibus a fim de trazer mais segurança à população e aos trabalhadores. Um segundo ponto é a agilidade de entrada dos passageiros, porque não seria preciso dar troco. Mesmo com a adesão aos cartões, o órgão garante que continuará necessitando da figura do cobrador, que, entretanto, atuaria mais como uma espécie de fiscalizador para que não pulem catraca ou danifiquem a estrutura.

Em Maringá, desde o dia 19 de janeiro, a Secretaria de Trânsito e Segurança vem implantando progressivamente a extinção do uso de dinheiro no transporte coletivo. Segundo o diretor da secretaria, Antonio Bernardi, das 72 linhas existentes no município, 62 já estão atuando apenas com o sistema de cartão. "Há vários postos de compra de crédito do cartão, mas existe ainda a possibilidade de compra de um passe avulso para quem não é da cidade e precisa usar o coletivo", explicou.

De acordo com o diretor, são cerca de 100 mil usuários diariamente, sendo que, antes da implantação, apenas 1,6 mil usavam dinheiro. "Os passageiros já estão acostumados com o cartão, tanto que a mudança para uso exclusivo está sendo bem aceita", argumentou. Como o sistema não está totalmente unificado, ainda existe diferenciação de preços. Mas o valor da passagem ficará o mesmo a partir da mudança completa em todas as linhas.

Em Londrina, a princípio, não deve haver extinção do uso de dinheiro nos ônibus. Apesar disso, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) disse à reportagem que um Projeto de Lei (PL) deve ser apresentado ainda este ano, para estabelecer uma cesta de valores com três preços diferenciados: pagamento feito em cartão, em dinheiro e em cartão fora do horário de pico. "Essa distinção de valor vai haver, mas a extinção da figura do cobrador nem foi cogitada", garantiu. Dos 1.719 funcionários que trabalham na área urbana, 508 são cobradores. Em Londrina, existe uma lei municipal que obriga os coletivos a terem a presença do cobrador.

Acordo

Terminou sem conciliação a audiência no dissídio coletivo que envolve o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol) e o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Municipal de Passageiros e de Características de Metropolitano de Londrina. O sindicato dos trabalhadores informou que a categoria não aceitou a proposta das empresas de fazer acordos pontuais, preferindo a celebração de uma única convenção coletiva.

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