Transportadores pedem ação contra assaltantes
Agência Estado
De Brasília
O presidente da Associação Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (NTC), Romeu Luft, afirmou que o roubo de cargas e caminhões é atualmente o maior problema dos empresários do setor. Segundo ele, a formação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico foi um avanço, já que ficou provado que as quadrilhas de roubo de cargas têm conexão com o tráfico de drogas.
Luft acha que não será possível combater o roubo de cargas sem atacar o receptador de mercadorias roubadas. Precisamos de um combate brutal à receptação, diz ele. De acordo com o presidente da NTC, o roubo de cargas e caminhões é sempre praticado por quadrilhas muito bem organizadas. É um problema que existe em países desenvolvidos também, onde são roubadas cargas de alto valor.
Romeu Luft declara que no Brasil esse tipo de crime está crescendo porque o receptador de carga tem muita facilidade para revender a mercadoria, pois não há fiscalização da procedência do produto e nem controle de nota fiscal. Nos países desenvolvidos, já é mais difícil o receptador revender o produto roubado, declara.
De acordo com estatísticas do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), de janeiro a outubro deste ano as transportadoras tiveram prejuízo de R$ 118,5 milhões com o roubo de mercadorias. Nos primeiros dez meses de 1999, o número de roubo de cargas no Estado de São Paulo cresceu 51% em relação a igual período de 1998. Foram 1.625 ocorrências registradas de janeiro a outubro de 1999, contra 1.077 nos mesmos meses de 1998. O número de casos aumentou, mas o valor dos prejuízos diminuiu 4,2%, pois as transportadoras agora dividem a mercadoria transportada em maior número de veículos.





