Carmem Murara
De Curitiba
As entidades que representam as transportadoras de cargas no Paraná declararam ontem que estão contra uma segunda greve nacional de caminhoneiros, apesar de terem apoiado a primeira paralisação. Tanto a Federação das Transportadoras de Cargas quando o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas (Setcepar) alegam que esse não é o momento ideal. ‘‘Qualquer paralisação, agora, vai interromper as negociações’’, afirmou o presidente do Setcepar, Rui Cichella.
O Movimento União Brasil Caminhoneiro descarta qualquer paralisação ou bloqueio de rodovia. ‘‘Nós estamos orientando todos os caminhoneiros a não aderirem a nenhum outro movimento’’, afirmou, ontem, André Felisberto, da União Brasil Caminhoneiro, de Curitiba, que segue o líder nacional Nélio Botelho.
Felisberto critica o surgimento de outras lideranças, como a União Brasileira dos Caminhoneiros e os Sindicatos dos Caminhoneiros Autônomos (Sindicam). ‘‘Eles querem pegar carona no nosso movimento’’, afirmou.
Do outro lado, estão os membros do Sindicam que ameaçam paralisação a qualquer momento. ‘‘Os motoristas estão insatisfeitos com as negociações feitas pelo grupo do Nélio Botelho’’, afirmou o presidente do Sindicam, Diumar Bueno.
A divisão das lideranças dos caminhoneiros descontenta o setor das transportadoras. ‘‘Virou uma bagunça. Tem líder dos caminhoneiros em toda a parte e isso banalizou o movimento’’, afirmou o presidente da Federação das Transportadoras, Valmor Weiss. Ele defende o aumento das negociações com o governo ao invés da greve, que representaria prejuízo para as transportadoras.

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