Transportadoras estudam reajuste de 21% do frete
Transportadoras estudam
reajuste de 21% do frete
Em meio às negociações que resultaram na paralisação da greve, ontem, as transportadoras se mobilizaram para tentar aumentar o frete para o caminhoneiro autônomo. Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Setcepar), Ruy Cichella, os departamentos comerciais das transportadoras foram acionados para negociar com seus clientes um aumento médio de 21% no preço do frete, que será repassado integralmente aos autônomos.
Segundo Cichella, esse é o momento oportuno para negociar com os clientes das transportadoras, que sentiram na carne os efeitos e os prejuízos de uma paralisação. O empresário disse que é impossível negociar um aumento superior a esse percentual em função da situação difícil que as transportadoras e as empresas, de modo geral, também estão atravessando.
Cichella lamentou os transtornos causados à população, salientando que nunca houve uma greve desse porte no País. Ele reconhece que o movimento ganhou força em decorrência da necessidade dos caminhoneiros autônomos, descartando os motivos ideológicos. Ele disse que no País existem aproximadamente 500 mil caminhoneiros autônomos, que controlam um terço da frota de caminhões, avaliada em 1,5 milhão de veículos.
Apoio retiradoAs entidades que representam os grandes transportadores do País decidiram ontem, numa reunião pela manhã na sede da Confederação Nacional dos Transportadores (CNT), em São Paulo, pouco antes de terminar o movimento dos caminhoneiros, retirar o apoio ao movimento dos autônomos e forçar o desbloqueio das rodovias. A radicalização do movimento, conforme o presidente da Federação Paranaense do Transporte de Carga, Walmor Weiss, foi o que levou os empresários do setor a mudarem de posição.
Percebemos claramente que essa liderança (dos caminhoneiros autônomos) não quer discutir o problema e fechou questão, como exigir pedágio de apenas um real em todas as praças, alega Weiss. O setor ameaçava patrocinar ações na Justiça contra os parceiros de estrada se os bloqueios não acabassem. (Vânia Casado e Mari Tortato, de Curitiba)





