São Paulo, 09 (AE) - As empresas de transporte de carga deverão repassar ao preço do frete o aumento de combustível que começará a vigorar a partir de quinta-feira (11). A Associação Nacional do Transporte de Carga (NTC) ainda não concluiu a avaliação sobre o impacto que a medida terá para suas 12 mil associadas, o que deverá acontecer somente em abril, após levantamento dos reajustes praticados pelos postos. Mas o repasse é considerado quase certo, uma vez que o setor já acumula uma defasagem média nos preços cobrados das empresas de aproximadamente 16,45% desde 1994. Segundo o presidente da transportadora Expresso Araçatuba, Ivo Dietrich, cada empresa aplicará um reajuste diferente, de acordo com sua estrutura de custos, mas garantiu que não há possibilidade de que elas absorvam o aumento.
A defasagem de 16,45% calculada pela NTC refere-se à modificações ocorridas nos últimos cinco anos e que não estão incluídas nos cálculos do Índice Nacional da Variação dos Custos do Transporte Rodoviário de Carga (INCT), medido pela Fipe, da USP, e que baliza os custos do setor. Algumas destas modificações são a redução da velocidade nos grandes centros, as estruturas montadas para o combate aos roubos de carga, a recente elevação do IOF, além de outras despesas financeiras.

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