Transportadoras de carga na mira da Receita
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quarta-feira, 03 de outubro de 2007
Andréa Lombardo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- Aproximadamente R$ 130 mil em mercadorias importadas foram apreendidos, ontem, no Paraná e Santa Catarina, na operação ''Conhecimento I'', da Receita Federal. O alvo da fiscalização, que aconteceu simultaneamente em 16 estados, desta vez, foram empresas de transporte de carga: 124 no total. Mais de um terço das transportadora vistoriadas na ação de combate ao contrabando e descaminho são dos dois estados do Sul. Somente no Paraná, os fiscais da Receita estiveram em 38 empresas de Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa. No estado vizinho, a operação aconteceu nas cidades de Blumenau e Joaçaba, onde três empresas foram fiscalizadas.
O chefe substituto da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da 9 Região Fiscal da Receita (Paraná e Santa Catarina), Paulo Ubialli Bezerra, explicou que o critério de escolha das empresas se baseou na logística de transporte. São transportadoras que atuam nas regiões de fronteira e atendem grandes centros de distribuição de mercadorias, como São Paulo. Ele deixou claro que o alvo da fiscalização não eram as empresas, mas as cargas que estas transportam.
Segundo Bezerra, em mais da metade das transportadoras não foi encontrado qualquer indício de irregularidade. Todas as empresas, destacou ele, tinham notas fiscais das mercadorias. ''Não se sabe se são idôneas, mas essa é uma situação difícil da própria transportadora analisar'', acrescentou. Foram apreendidas as cargas em que os documentos levantaram algum tipo de suspeita. Entre as mercadorias retidas estão, em sua maioria, equipamentos de informática, peças de vestuário, pneus, calçados e artigos de bazar (produtos de lojas de R$ 1,99).
A Receita Federal irá, agora, intimar os remetentes das mercadorias para comprovar a regularidade da entrada dos produtos no Brasil. Os que não atenderem a esse procedimento perderão as mercadorias e sujeitos a responder, criminalmente, por contrabando. A Receita Federal encaminha representação ao Ministério Público Federal (MPF).


